O que a inflação tem a ver com seus investimentos?

Basta acompanhar o noticiário para rapidamente ouvir falar sobre a inflação e os seus efeitos em nossas vidas, mas a verdade é que para muitos essa informação não faz sequer sentido, afinal, desconhecem inclusive o significado da terminologia. Se você faz parte desse grupo, não se preocupe. Hoje vamos simplificar esse conceito para que na próxima vez em que ouvir algo sobre o tema seja capaz de entender e, principalmente, perceber como a inflação pode influenciar os seus investimentos. Combinado? Vamos em frente!

Antes de falarmos sobre o impacto nos investimentos, é importante entender que conceitualmente a inflação refere-se ao aumento geral dos preços de bens e serviços (alimentação, habitação, vestuário, transporte, saúde, despesas pessoais, educação e comunicação). Na prática, a inflação, medida por índices como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), pode ser facilmente percebida pela perda do poder de compra do cidadão. Sabe aquela impressão de que seus ganhos são insuficientes e desproporcionais ao aumento do valor dos produtos consumidos? Essa é a sensação mais vívida que podemos ter da inflação.

E quando o assunto é investimento, quais são os impactos da inflação? Em teoria, quando se observa o aumento na inflação, o governo diminui a Selic (taxa básica de juros da nossa economia) com o intuito de reduzir os preços e aumentar a demanda. Esse cenário parece ótimo, não é mesmo? De fato há diversas vantagens, no entanto, apesar de estimular a economia, essa queda da taxa de juros faz com que os rendimentos reais de diversos ativos caiam proporcionalmente.

Os títulos de renda fixa (LCI, LCA, CDB, etc.), bastante procurados por investidores conservadores e com menor tolerância a perdas, por exemplo, podem pagar juros atrelados ao IPCA ou IGP-M e, assim, sofrerem influência da inflação, seja mais alta ou mais baixa. O Tesouro IPCA, um dos títulos públicos do Tesouro Nacional, também é impactado, pois têm seus juros determinados a partir de uma taxa fixa + IPCA, ou seja, uma rentabilidade correspondente à inflação do período mais uma taxa prefixada.

Percebe? O principal impacto é na rentabilidade das aplicações, podendo o motivo ser facilmente compreendido a partir dos conceitos de rentabilidade nominal (aquela que registra o retorno bruto, sem descontos) e a rentabilidade real (que já tem o desconto de taxas, impostos e da inflação). Vamos a um exemplo ainda mais claro para fixar o entendimento:

Imagine que você quer comprar um celular que custa R$ 1.000, mas ao invés de comprar hoje, preferiu aplicar esse dinheiro. Passado um ano, suponha que você teve um rendimento de 10% e resgatou a importância de R$ 1.100. Agora, entretanto, o aparelho já não custa mais R$ 1.000 e sim R$ 1.060. Então veja só o cenário: você ganhou R$ 100 de aplicação e pagou R$ 60 mais caro. Nesse caso, embora a rentabilidade nominal da aplicação tenha sido 10%, a rentabilidade real foi de 4%, considerando o percentual de ganho da aplicação (10%) menos o percentual de aumento do produto (6%). 

 


Muito bem, então como escolher os investimentos considerando a inflação?

Na hora de investir o seu dinheiro é preciso ter atenção para aumentar as chances de alcançar rendimentos reais e dessa forma observar o patrimônio evoluir verdadeiramente. O importante aqui é escolher os investimentos com base nos seus objetivos e perfil, analisando quais têm maior potencial de fazer o seu dinheiro render mais do que a inflação.

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